Harmonize-se

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Morgana:

Compreendendo e assemelhando-se.

O pior inverno, pensava ela, porque a tentação era sempre a de sentar-se, tecer e sonhar, desligando-se completamente do mundo. seu desejo era seguir Arthur (Rei Arthur, seu irmão) em Camelot, Acolon(seu enteado) nas batalhas - e lembrou-se de que, há três anos, Acolon poderia ter passado tempo suficiente na corte para que Arthur o conhecesse pudesse nele acreditar. Acolon matava as serpentes de Avalon, e isto devia provar uma valiosa aliança com Arthur.
Sentia a sua ausência como se fosse uma dor constante; na sua presença, ela transformava-se no que ele sempre vira nela - grande sacerdotisa, confidente de seu próprios anseios e de si mesma. mas havia um segredo entre elas. nas longas e solitárias estações Morgana experimentara temores e duvidas permanentes; não era ela, então, mais do que a imagem feita por Urins (seu marido): uma rainha solitária que envelhece, corpo e mente e a alma secando e murchando?
***
Acolon deixara a porta entreaberta. morgana entrou no quarto em silencio, o coração batendo violentamente, e girou a maçaneta; viu-se arrebatada num impetuoso abraço que fez arder de desejo todo o seu corpo. os labios de Acolon colaram-se aos seus como se ansiassem por isto tanto quanto ela...era como se toda dor e a desolação do inverno desaparecessem, e seu corpo fosse o gelo derretendo-se... Parecia encher e transbordar. Apertou seu corpo contra o de Acolon e resistiu para não chorar.
***

trechos de As Brumas de Avalon, trechos de caminhos de Thaty.

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